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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manteigas “pisca o olho” a Valhelhas e Verdelhos

Esmeraldo Carvalhinho, considera que o concelho de Manteigas «podia crescer, consolidando o território com estas duas localidades»

No âmbito da reforma administrativa do poder local, o presidente da Câmara de Manteigas não esconde o desejo do seu município poder vir a integrar as freguesias de Valhelhas e Verdelhos que fazem parte, respetivamente, dos concelhos vizinhos da Guarda e Covilhã. Esmeraldo Carvalhinho enviou recentemente ofícios aos seus congéneres a explicar os seus argumentos e está ciente de que esta é uma questão «melindrosa». O autarca da Covilhã já manifestou a sua oposição a esta proposta.

O edil de Manteigas explica que o artigo 17º da lei da reforma administrativa determina que «se acordarem entre si, os municípios podem alterar os limites territoriais», daí que tenha solicitado aos presidentes de Câmara da Guarda e da Covilhã se estariam disponíveis «para nos sentarmos à mesa e conversarmos acerca da eventual alteração dos limites do concelho». Esmeraldo Carvalhinho refere que a mudança sugerida só será possível «se houver consenso com as outras Câmaras», sustentando que cumpriu o seu papel de ter manifestado uma vontade da autarquia e da Assembleia Municipal: «Estou à espera que me respondam. Não sei se terei resposta. Sei que é uma questão um bocado melindrosa e sei que um autarca não gosta de ver o seu território ser reduzido, mas temos de olhar para o país e para os nossos territórios de uma forma diferente, obviamente na ótica da melhoria da qualidade de vida das populações, que é para isso que trabalhamos», realça.

O presidente do município serrano aponta alguns benefícios que poderiam ser conseguidos, nomeadamente, na «ótica da consolidação dos territórios e tendo em conta os aspetos da poupança, da restrição orçamental dos custos do funcionamento dos serviços dos municípios e até dos do Estado». Nesse sentido, exemplificou que transportar uma criança de Valhelhas para a Guarda ou de Verdelhos para a Covilhã «fica mais caro ao Estado» do que transportá-la para Manteigas, que «tem os mesmos graus de ensino, básico e secundário, e com a mesma qualidade». De resto, o autarca sustenta que «este é apenas um exemplo do que se passa, não só na área da Educação, mas também ao nível de diversos setores de gestão descentralizada do Estado». Por outro lado, Esmeraldo Carvalhinho considera que o concelho de Manteigas «podia crescer, consolidando o território com estas duas localidades», até porque as freguesias em causa «aproximam-se muito das nossas caraterísticas geológicas e naturais», argumenta.

O autarca adianta mesmo que tem conhecimento de que em Verdelhos há uma «percentagem significativa» da população que vê «com bons olhos uma eventual passagem para o concelho de Manteigas e de Valhelhas também há muita gente a achar que seria bom». E acrescenta que os habitantes daquela freguesia do concelho da Guarda «fazem vida em Manteigas, os seus jovens usam os nossos equipamentos desportivos e aqui recorrem para acesso aos estabelecimentos comerciais e ao nosso Centro de Saúde e de Verdelhos muito mais». Um conjunto de argumentos que parece não ter eco na Guarde e na Covilhã. Contactado por O INTERIOR, Carlos Pinto, edil do município covilhanense, disse apenas que o «presidente da Câmara de Manteigas anda a sonhar acordado». Por sua vez, Virgílio Bento, vice-presidente da autarquia da Guarda, que presidiu à última reunião do executivo não quis comentar o assunto por desconhecer o ofício em causa.

Fonte: O Interior

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