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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Padeiro de Manteigas tem 125 mil peças de coleção em casa

Um padeiro de Manteigas, na Serra da Estrela, tem em casa cerca de 125 mil peças de coleção que podem ser conhecidas gratuitamente pelos turistas.

A paixão de António Abrantes, de 42 anos, pelo mundo do colecionismo começou a 14 de fevereiro de 1988, quando um irmão deixou de reunir calendários de bolso e lhe ofereceu a coleção.

Aos calendários de bolso “seguiram-se as chávenas [de café], os copos, os pins, as esferográficas”, contou o colecionador à agência Lusa, referindo que, quase 25 anos depois, tem uma enorme coleção composta por cerca de 125 mil peças.

Do acervo constam 95 mil calendários de bolso, seis mil esferográficas, 1.500 chávenas de café, seis mil isqueiros, 1.500 copos, seis mil porta-chaves, 450 guiões (bandeiras) de câmaras e juntas de freguesia, 450 medalhas, seis mil pins e 450 fitas porta-chaves, entre outros.

Os objetos estão distribuídos por vitrinas, estantes, mesas e paredes das duas divisões da habitação de António Abrantes que batizou de ‘O Cantinho das Coleções’ e abre gratuitamente aos turistas que se desloquem a Manteigas.

O espaço, inaugurado em fevereiro de 2012 na rua General Póvoas, no centro daquela vila serrana, está de portas abertas diariamente, das 14:00 às 20:00, precisou o colecionador.

António indicou que já recebeu muitos turistas portugueses e espanhóis que se mostraram “encantadíssimos” com o que viram.

O colecionador referiu que a casa já é pequena para acolher as coleções, apontando que tem ainda mais de cinco mil esferográficas, calendários de bolso e chávenas de café por catalogar e expor.

António Abrantes assegurou que não tenciona vender o acervo, mas admitiu a possibilidade de o ceder à Câmara Municipal de Manteigas, para poder ser ainda mais divulgado junto do público.
O padeiro colecionador referiu que já gastou “muito dinheiro” na compra de peças, embora muitas delas tenham sido oferecidas e obtidas por trocas com outros compiladores.

Também disse desconhecer o valor monetário da sua coleção que integra, por exemplo, “chávenas que valem 20 euros e calendários de bolso que valem 25 euros”.
O colecionador referiu que gosta de todas as peças “por igual” e que se sente bem no seu “mundo” das coleções.

“É aqui que passo a maior parte dos dias. Trabalho de noite e, após sair do trabalho, é aqui que me entretenho”, contou.
A paixão pelo colecionismo também levou António Abrantes a organizar anualmente, com o apoio da Câmara de Manteigas, um encontro de colecionadores que já vai na 19.ª edição e costuma reunir várias dezenas de participantes de Portugal e de Espanha.

No futuro, tenciona continuar a juntar coisas “enquanto puder” e já transmitiu esse gosto ao filho de nove anos, que “começa a colecionar cromos e carrinhos”.

Fonte:  Diário as Beiras

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