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terça-feira, 25 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

N. Manteigas, Edição Maio 2010

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

N. Manteigas, Edição Abril 2010

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domingo, 2 de maio de 2010

Santa Eufemia - Sameiro

    A mártir Santa Eufemia, é uma santa muito adorada e venerada em Portugal, principalmente nesta região. São várias as freguesias com o seu nome ou com romarias em sua honra. No dia 16 de Setembro, são inumeráveis as festas e arraiais que se realizam, para além de Portugal, em Espanha, Itália e Croácia, onde o seu corpo se encontra preservado na cidade de Rovinj.
    As festas de Sameiro, são das mais belas da região, atraindo centenas de Peregrinos, que se juntam todos no mesmo espírito de fé, que fazem da procissão de velas no sábado a seguir ao dia 16 de Setembro à noite uma experiência única e muito comovente. Mas as festas começam dias antes com a realização de novenas preparatórias, erguem-se os arcos iluminados, estendem-se as bandeirinhas coloridas, que emprestam à aldeia um visual muito agradável a quem a visita.







 Bibliografia
Esta mártir é considerada uma protectora da pele, principalmente das doenças más, dizem que é predilecta por flores, principalmente cravos.
    Ela nasceu na Calcedónia, uma cidade perto de Constantinopla, numa família nobre e respeitável, foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. Frequentou a escola, por isso nas suas imagens aparece com um manto de estudante (da época). Durante o reinado do Imperador Diocleciano, que proibia baptizados, ela foi acusada e tendo recusado a casar com um herói da cidade, foi presa com outros cristãos.
    Torturada de maneira cruel, onde era usada uma roda de moinho, sempre se manteve fiel à sua fé e manteve intacta a sua decisão de nunca trair a Deus. Entregaram-na aos leões, que acabaram por a matar, mas não danificaram o seu corpo ou a comeram, deitando-se a seu lado como que a protegê-la de mais sofrimentos. Era o dia 16 de Setembro do ano 304 AD, tinha ela somente 15 anos de idade.
      Os cristãos ficaram com o seu corpo, sendo este sido sepultado na Calcedónia, onde construíram uma igreja. Em 620, quando a cidade foi invadida e conquistada pelos Persas, mudaram o seu corpo, com medo se ser destruído, para Constantinopla, e depositado numa Igreja mandada construir pelo Imperador Constantino, em sua honra. Com a entrada no poder do Imperador Nicefor, que era contra símbolos religiosos, os cristãos ficaram com medo que ele remove-se o corpo de Sta. Eufémia.
      A lenda diz que numa noite de violenta tempestade o sarcófago de mármore desapareceu da cidade. Possivelmente, pescadores cristãos carregaram-no nos seus barcos, com a esperança de a transportar para um lugar seguro. Em Julho, 13 do ano 800, as pessoas de Rovinj, viram dar à costa, ondulando gentilmente nas águas, um sarcófago. Os sinos repicaram, as pessoas que se juntaram na praia tentaram retirá-lo da água, mas em vão, todos os esforços eram inúteis, até que apareceu uma criança com dois fracos bezerros e que para espanto de todos conseguiu remover o pesado sarcófago da água e o levou até à igreja local.
      Quando abriram o sarcófago, viram o corpo de uma rapariga muito bonita e que vestia um luxuoso vestido e junto dela, um pergaminho que dizia HOC EST CORPUS EUFEMIAE SANCTAE... (...este é o corpo de Santa Eufémia, virgem mártir da Calcedónia, filha de um nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 304 AD...).

  O seu corpo continua preservado numa igreja na cidade de Rovinj, na actual Croácia, onde pode ser visitado.

Venera-se na sua linda capela em Sameiro 
A festa realiza-se no fim de semana a seguir ao 16 de Setembro

Nuno Álvares Pereira - Sameiro

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança. 
    Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.
Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a Eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.
    Tornou-se rico e poderoso, mas soube dividir com os seus companheiros de armas grande parte das terras que lhe foram doadas. No fim da vida, teve o cuidado de repartir também pelos netos os seus domínios e títulos. Ainda participou na conquista de Ceuta, em 1415, onde mostrou novamente o seu grande valor. Nunca perdeu uma batalha que fosse liderada por si. Conta-se que no final de cada batalha rezava pela alma do inimigo, sua espada, que tinha o nome de Maria gravado, lhe dava a devida protecção. Nuno Álvares Pereira acabou a sua vida ligado à Igreja.
     Depois de ficar viúvo entrou para o Mosteiro do Carmo em 1423, por ele fundado, mudando o nome para frade Nuno de Santa Maria. Por ter dedicado os seus últimos dias à Igreja e a ajudar os mais pobres, depois da sua morte, em 1431, o povo começou a chama-lo de Santo Condestável. Este título não era verdadeiro, mas ficou perto de o ser com a sua beatificação em 1918. Foi mais tarde canonizado como «São Nuno de Santa Maria» pelo Papa Bento XVI no dia 26 de Abril de 2009, tornando-se verdadeiramente no «Santo Condestável». Uma das filhas de Nuno Álvares Pereira casou com D. Afonso, um dos filhos de D. João I, dando início à Casa de Bragança, uma família que reinou em Portugal e da qual é descendente D. Duarte de Bragança.

Venera-se na linda capela de Sta Eufémia em Sameiro 
Capela de Sta.Eufémia
A festa realiza-se sempre no 1º Fim de semana de Agosto